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QUALIDADE NO BRASIL DEVE SIGNIFICAR MENOS LESÕES NAS COSTAS. POR THOMAS CUTLER

Por Thomas R. Cutler
"Defeito zero" em produtos é uma métrica frequente de um padrão de qualidade. Lesão zero do trabalhador, apesar de ser um objetivo declarado da maioria das fábricas e centros de distribuição, não tem evoluído até uma norma de qualidade igual. Não há dúvidas que produtos com defeito custam milhões de dólares às empresas em reparos, reenvios e relações ruins com o cliente. Ironicamente, a contenção de custos, por meio de menos pedidos de indenização dos trabalhadores, litígios, ociosidade e reputação do empregador, tem um impacto mais significativo sobre o resultado final do que todas as outras iniciativas de qualidade combinadas.
Todos os empregadores concordarão em princípio que a segurança e a saúde da força de trabalho são fundamentais e afetam a qualidade. Mesmo assim, os processos de trabalho físico documentados na maioria das empresas continuam a revelar que lesões repetitivas por levantamento, abaixamento e movimentação custam milhões de dólares anualmente às empresas. Automatizar essas tarefas reduz significativamente o potencial de lesões e interrupções dispendiosas. Nenhuma abordagem foi encontrada para eliminar totalmente as lesões nas costas causadas por levantamento, ainda que os eficazes programas de controle de segurança da qualidade e o projeto ergonômico de tarefas de trabalho possam ser muito melhorados.
O Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSC) documentou que uma lesão incapacitante ocorre a cada 1,3 segundo nos EUA (mais de 63.000 por dia), e a Administração da Previdência Social daquele país prevê que 3 em cada 10 trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho hoje vão adquirir algum tipo de deficiência antes de se aposentarem. A prevenção destas lesões é a métrica de qualidade mais importante. Muitas vezes ela é ignorada entre profissionais de garantia/controle de qualidade e relegada para gerentes de turno e supervisionada por gerentes de operações focados em cumprir os prazos de entrega corretos a tempo.
A incidência de lesões graves relacionadas ao trabalho entre trabalhadores adultos jovens no Brasil: análise dos dados de compensação foi publicada recentemente pela Dra. Vilma Sousa Santana, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil.
O objetivo desta pesquisa foi obter estimativas nacionais sobre a incidência cumulativa anual e a densidade de incidências de lesões graves não fatais com o uso de dados dos benefícios de indenização do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e descrever a distribuição sócio-demográfica delas entre trabalhadores com menos de 25 anos.
59.381 trabalhadores receberam benefícios de indenização por lesões no ano estudado. Entre eles, 14.491 (24,4%) foram relacionados ao trabalho, dos quais 12.501 (86,3%) eram homens e 1.990 (13,7%) eram mulheres. A taxa de incidência cumulativa anual de lesões relacionadas ao trabalho (ACI–WI) foi 2,9 × 1000 trabalhadores, mais elevada entre os homens (4,2 × 1000) do que entre as mulheres (1,0 × 1000). A taxa de densidade de incidências (IDR–WI) foi 0,7/1000 equivalente a tempo integral (full-time equivalent – FTE), maior para os homens (0,97/1000 FTE) do que para as mulheres (0,24/1000 FTE). Ambas as medidas de morbidade foram mais elevadas no grupo mais jovem (16–19 anos) e inversamente relacionadas a salário, especialmente para as mulheres deste grupo. As indústrias de exploração florestal, extração, alimentos/bebidas e construção tiveram maior ACI–WI e IDR–WI para trabalhadores adolescentes e jovens adultos de ambos os grupos de gênero.
A Dra. Vilma concluiu que "estes resultados sugerem que a legislação trabalhista brasileira que restringe os trabalhadores jovens adultos em ambientes perigosos deve ser expandida, adicionando ocupações em outros setores extrativos e em certos tipos de trabalho nas indústrias produtoras de alimentos e bebidas. As desigualdades sociais associadas a necessidades de gênero serão examinadas mais profundamente com mais dados detalhados".

"Os pedidos de indenização dos trabalhadores podem custar mais do que acidentes de carro. Os usuários de empilhadores manuais padrão têm sido muito criticados pelas taxas de indenização dos trabalhadores que, em alguns estados, quase triplicaram nos últimos anos. As empresas devem fazer a coisa certa e reduzir as lesões e ver as taxas de indenização dos trabalhadores caírem", de acordo com Aaron Lamb, inventor do Lift’n Buddy.

Segurança e qualidade devem ser sinônimos
Os procedimentos operacionais padrão raramente incluem dispositivos móveis de elevação ou empilhadores elétricos. Lamb coloca o componente de qualidade de segurança em perspectiva, observando que "Evitar apenas uma solicitação de indenização por lesão relacionada ao trabalho compensaria os custos de uma frota de empilhadores elétricos". Na verdade, dispositivos móveis de elevação econômicos que combinam o melhor da durabilidade e da funcionalidade de um dispositivo padrão de duas rodas com os recursos de levantamento e abaixamento automático possivelmente terão um impacto maior sobre a qualidade, a segurança e o retorno sobre o investimento.
Muitas empresas brasileiras e profissionais de qualidade participarão da conferência MODEX, que será realizada em fevereiro de 2012 em Atlanta e é oferecida pela Indústria Norte-Americana de Transporte de Materiais (MHIA – Material Handling Industry of America). Apesar de a robótica ser a solução mais técnica apresentada no evento da Marquis, o foco de qualidade deve mudar, reconhecendo que os empilhadores manuais para serviços pesados causam mais de um terço de todas as lesões com transporte de materiais, quer sejam usados nas entregas, movendo os produtos em um armazém ou no chão de fábrica.
Os empilhadores elétricos de qualidade devem ser projetados com boa ergonomia e sempre com o foco na segurança para qualquer pessoa e em qualquer trabalho de movimentação e levantamento. Os dispositivos móveis de elevação, fabricados com alumínio extrudado durável e leve, ajudarão as empresas a evitar a exposição financeira com lesões em funcionários, litígios e pedidos de indenização dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que estabelece um processo de qualidade de segurança do documento.
Este mercado de empilhadores é estimado em mais de US$ 30 bilhões por ano; o custo com lesões nas costas é superior a US$ 250 bilhões por ano; essas lesões podem ser evitadas e definem a qualidade em 2012.

*Thomas R. Cutler é presidente e CEO da TR Cutler, localizada em Fort Lauderdale, na Flórida (www.trcutlerinc.com). Cutler é o fundador do Manufacturing Media Consortium, que inclui mais de 4000 jornalistas, editores e economistas escrevendo a respeito de tendências na fabricação, indústria, transporte de materiais e melhoria de processos. Cutler é membro da Society of Professional Journalists, Online News Association, American Society of Business Publication Editors e Committee of Concerned Journalists, e também é autor de mais de 500 artigos anualmente sobre o setor de produção. Cutler é o jornalista industrial independente mais publicado em todo o mundo e pode ser contatado pelo e-mail trcutler@trcutlerinc.com.

ARTIGO ORIGINAL EM INGLÊS

Quality in Brazil Must Means Fewer Back Injuries
By Thomas R. Cutler*
“Zero defects” in products is a frequent metric of a quality standard. Zero worker injury, while a stated goal of most manufacturing plants and distribution centers, has not risen to an equal quality standard. There is no disputing that defective product cost companies millions of dollars in repairs, reshipments, and bad customer relations. Ironically, cost containment through fewer workers’ compensation claims, litigation, absenteeism, and employer reputation has a more significant impact on the bottom-line than all other quality initiatives combines.
All employers will agree in principle that workforce health and safety is paramount and impacts quality. Yet the documented physical labor processes in most companies continues to reveal that that repetitive lifting, lowering, and moving injuries costs businesses millions of dollars each year. Automating those tasks significantly reduces the potential for injuries and costly downtime. No approach has been found for totally eliminating back injuries caused by lifting, though effective quality safety control programs and ergonomic design of work tasks can be greatly improved.
The National Safety Council (NSC) documented that a disabling injury occurs every 1.3 seconds in the U.S. (more than 63,000 every day), and the Social Security Administration predicts that 3 out of 10 workers entering the workforce today will acquire some type of disability before they retire. Prevention from these injuries is the most important quality metric (which is too often ignored among QC/QA professionals and relegated to shift managers and overseen by operations managers focused on accomplishing on-time accurate shipping deadlines.)
The incidence of severe work-related injuries among young adult workers in Brazil: analysis of compensation data was recently published by Dr. Vilma Sousa Santana, Institute of Collective Health, Federal University of Bahia, Salvador, Brazil.
The objectives of this research was to obtain national estimates of the annual cumulative incidence and incidence density of severe non-fatal injuries using compensation benefits data from the Brazilian National Social Security Institute (INSS), and to describe their sociodemographic distribution among workers aged under 25 years.
59381 workers received compensation benefits for injuries in the study year. Among them 14491 (24.4%) were work related, 12501 (86.3%) were male and 1990 were female workers (13.7%). The annual cumulative incidence rate of work-related injuries (ACI–WI) was 2.9×1000 workers, higher among men (4.2×1000) than women (1.0×1000). The incidence density rate (IDR–WI) was 0.7/1000 full-time equivalent (FTE), higher for men (0.97/1000 FTE) than women (0.24/1000 FTE). Both morbidity measures were higher in the younger group (16–19 years), and inversely related to wage, especially for women in the younger group. Logging, extraction, food/beverage and construction industries had higher ACI–WI and IDR–WI for adolescents and young adult workers of both sex groups.
Dr. Santana concluded, “These findings suggest that the Brazilian labor laws limiting young adult workers in hazardous settings need to be expanded, adding occupations in other extractive industries and certain types of work in the food/beverage manufacturing industries. Social inequalities associated with sex need to be examined further with more detailed data.”
“Workers’ compensation claims can be more costly than vehicle accidents. Users of standard hand trucks have been slammed by workers’ compensation rates that, in some states, have nearly tripled over the last few years. Companies must do the right thing and reduce injuries and see workers’ compensation rates drop,” according to Aaron Lamb, inventor of Lift’n Buddy.
Safety and Quality Should be Synonymous
Standard Operating Procedures rarely include mobile lifting devices or electric hand trucks. Lamb put the quality component of safety in perspective, noting, “Avoiding just one work-related injury claim would offset the costs of a fleet of electric hand trucks.” Indeed cost-effective mobile lifting devices which combine the best of a standard two-wheeler’s durability and functionality, with automatic lifting and lowering capabilities are likely to have the greatest impact on quality, safety, and return-on-investment.
Many Brazilian companies and quality professionals will attend the February 2012 MODEX conference in Atlanta hosted by the MHIA (Material Handling Industry of America). While robotics are more technical solutions will be presented at the marquis event, the quality focus should shift recognizing that heavy-duty hand trucks cause more than one-third of all material handling injuries, whether used in deliveries, moving product in a warehouse, or on the manufacturing plant floor.
Quality electric hand trucks must be designed with proper ergonomics and safety in mind for any person and any moving and lifting job. Mobile lifting devices, fabricated of durable, lightweight, extruded aluminum, will help companies avoid the financial exposure of employee injury, litigation, and workers’ compensation claims while established a document safety quality process.
This hand-truck market is estimated at more than $30 billion annually; the cost of back injuries is more than $250 billion annually; these injuries are avoidable and define quality in 2012.
*Thomas R. Cutler is the President & CEO of Fort Lauderdale, Florida-based, TR Cutler, Inc., (www.trcutlerinc.com). Cutler is the founder of the Manufacturing Media Consortium including more than 4000 journalists, editors, and economists writing about trends in manufacturing, industry, material handling, and process improvement. Cutler is a member of the Society of Professional Journalists, Online News Association, American Society of Business Publication Editors, and Committee of Concerned Journalists, as well as author of more than 500 feature articles annually regarding the manufacturing sector. Cutler is the most published freelance industrial journalist worldwide and can be contacted at trcutler@trcutlerinc.com.
 
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