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O DESAFIO DA EDUCAÇÃO CONTINUADA NA ÁREA DE TI

Jack Cavalcanti

Se, para o profissional, manter-se atualizado é essencial, para uma empresa de serviços é uma questão de sobrevivência contar com equipes alinhadas com o que há de mais moderno. Em se tratando da área de tecnologia da informação, a situação é ainda mais crítica. No mundo de TI as mudanças ocorrem em uma velocidade impressionante e as prestadoras de serviços precisam, no mínimo, acompanhar esse ritmo.

Lembrando que a alma de uma empresa de serviços é a competência técnica de seus profissionais, torna-se prioridade para as companhias investir na atualização dos funcionários. Nesse contexto, assistimos à difusão de iniciativas como a criação de universidades corporativas. Percorrer esse caminho exige planejamento para que a empresa invista nas pessoas certas e nos treinamentos adequados. Por isso, o ponto de partida para desenhar um programa de desenvolvimento profissional é o plano estratégico da empresa.

Somente após definir claramente quais as áreas prioritárias para seu crescimento, a companhia pode modelar sua estratégia de educação continuada, observando quais pontos precisam ser aprimorados e quais profissionais devem ser envolvidos no programa. Mas como garantir que, depois de todo esse esforço - o qual envolve diretoria, recursos humanos e gerências departamentais - o profissional irá dedicar-se ao projeto e manter-se na empresa?

Para isso, dois principais aspectos devem ser considerados: a fidelização do funcionário e a co-participação nos custos do treinamento. Para fidelizar o profissional é preciso motivá-lo e isso se dá de diversas formas, sendo uma das mais importantes a política de remuneração adequada. Além disso, é importante firmar um termo, por meio do qual o funcionário se compromete a permanecer na empresa após a conclusão do curso por um período determinado, que normalmente é de dois anos.

A participação do profissional no custeio do curso também é uma boa estratégia na medida em que garante que ele ingressará e dará continuidade ao treinamento somente se estiver realmente interessado. Com isso, a companhia consegue garantir maior envolvimento do funcionário na empreitada.

Outro ponto que merece destaque é a criação de uma área responsável por conduzir esses programas de educação continuada. Esta ficaria incumbida de acompanhar o andamento dos programas e observar oportunidades de treinamentos para suprir deficiências da equipe ou visando atualização.

Com essas ferramentas, a empresa vai garantindo a manutenção de uma equipe qualificada, capaz de realizar serviços complexos e, portanto, melhor remunerados. Assim, a eficiência representa o diferencial da companhia, auxiliando-a na busca de resultados positivos e motivando-a a investir cada vez mais em seu capital humano, cujo valor pode ser maior do que se imagina.

 

Jack Cavalcanti é diretor corporativo de operações da Unitech Tecnologia da Informação Voltar